ESTRATÉGIAS DE INTERNACIONALIZAÇÃO: PERCEPÇÕES DE ESTUDANTES DE MEDICINA, BIOMEDICINA E ODONTOLOGIA
INTRODUÇÃO: A internacionalização do ensino superior constitui uma importante estratégia para qualificar a formação acadêmica, promovendo a integração entre instituições de diferentes países e ampliando oportunidades de ensino, pesquisa, extensão e intercâmbio cultural. Na área da saúde, esse processo favorece o desenvolvimento de competências técnicas, científicas e interculturais, preparando os estudantes para atuar em um contexto globalizado. OBJETIVOS: Analisar a percepção dos estudantes dos cursos de Medicina, Biomedicina e Odontologia de uma instituição privada do sul do Brasil sobre as estratégias de internacionalização, considerando suas experiências e o impacto dessas iniciativas na formação acadêmica e no desenvolvimento pessoal, além de identificar as instituições estrangeiras parceiras que ofertam cursos nessas áreas e avaliar o conhecimento dos estudantes sobre as oportunidades de internacionalização disponibilizadas pela universidade. MATERIAIS E MÉTODO: Estudo quantitativo, observacional e transversal, realizado com estudantes dos cursos de Medicina, Biomedicina e Odontologia. Inicialmente, foi realizado um levantamento das instituições estrangeiras parceiras da universidade que ofertavam cursos nessas áreas. Posteriormente, aplicou-se um questionário eletrônico, elaborado na plataforma Microsoft Forms®, para avaliar o conhecimento, o interesse e a percepção dos estudantes sobre as ações de internacionalização. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. RESULTADOS: Participaram do estudo 207 estudantes, sendo 204 do curso de Medicina, um de Biomedicina e dois de Odontologia. Apenas 31,9% afirmaram conhecer as iniciativas de internacionalização da universidade, enquanto 92,3% reconheceram sua importância para a formação profissional. Além disso, 77,8% demonstraram interesse em participar de disciplinas ou atividades acadêmicas com estudantes estrangeiros, porém somente 22,2% relataram já ter participado de alguma experiência internacional. O levantamento das instituições parceiras identificou 40 universidades com oferta de Medicina, 27 com cursos de Biomedicina ou áreas correlatas e 14 com cursos de Odontologia, evidenciando um importante potencial para a mobilidade acadêmica e a cooperação internacional. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A universidade apresenta condições favoráveis para o fortalecimento da internacionalização na formação em saúde. Entretanto, o baixo conhecimento dos estudantes sobre as oportunidades institucionais e a reduzida participação em experiências internacionais indicam a necessidade de ampliar a divulgação dessas iniciativas e desenvolver estratégias que estimulem o acesso às ações de cooperação internacional. Como limitação, destaca-se a predominância de estudantes do curso de Medicina na amostra, o que impossibilitou comparações entre os diferentes cursos.
PALAVRAS-CHAVE: Internacionalização; Educação superior; Mobilidade estudantil; Educação em saúde; Cooperação internacional.
Votação encerrada.