TECNOLOGIA, MEIO AMBIENETE E CRÍTICA AO ANTROPOCENTRISMO
INTRODUÇÃO: A intensificação da crise ambiental e o desenvolvimento acelerado da tecnologia colocam em evidência a necessidade de repensar a relação entre ser humano, natureza e técnica. A filosofia de Hans Jonas oferece importantes elementos para compreender esse cenário ao relacionar a expansão do poder tecnológico à permanência de uma concepção antropocêntrica que reduz a natureza a objeto de exploração. OBJETIVOS: Objetivos: A pesquisa teve como objetivo investigar de que modo a crítica jonasiana da tecnologia exige também uma crítica do antropocentrismo, examinando a influência do niilismo moderno na constituição de uma vontade de ilimitado poder e demonstrando a necessidade de uma ética da responsabilidade capaz de orientar o desenvolvimento tecnológico. MATERIAIS E MÉTODO: O estudo foi desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica, baseada na leitura, análise e fichamento das principais obras de Hans Jonas, bem como de textos de Friedrich Nietzsche e de comentadores especializados. A investigação adotou abordagem qualitativa e interpretativa, buscando compreender os fundamentos filosóficos da relação entre técnica, niilismo, antropocentrismo e responsabilidade. RESULTADOS: A pesquisa evidenciou que a técnica moderna amplia significativamente o alcance da ação humana, tornando insuficientes os modelos éticos tradicionais. Constatou-se que o niilismo favorece uma compreensão da natureza destituída de valor próprio, legitimando sua exploração ilimitada. Nesse contexto, o antropocentrismo constitui um dos fundamentos da crise ambiental contemporânea ao privilegiar exclusivamente os interesses humanos. Em contraposição, Hans Jonas propõe uma ética orientada pela responsabilidade diante da vulnerabilidade da vida e das gerações futuras, defendendo a necessidade de submeter o progresso tecnológico a critérios éticos capazes de limitar seus excessos e preservar a integridade da biosfera. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a crítica à tecnologia não representa uma rejeição do progresso, mas a defesa de sua orientação em favor do bem comum. A proposta de uma técnica humanizada reafirma a responsabilidade humana como condição indispensável para a preservação da vida, da natureza e das futuras gerações, oferecendo um referencial filosófico relevante para enfrentar os desafios ambientais e tecnológicos do século XXI.
PALAVRAS-CHAVE: Hans Jonas; Tecnologia; Antropocentrismo; Ética da responsabilidade; Crise ambiental.
Votação encerrada.