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ANÁLISE DA SEGURANÇA DO DISPOSITIVOS DE BOMBA DE FLUXO MICROAXIAL PERCUTÂNEA TRANSVALVAR (IMPELLA) EM COMPARAÇÃO COM ECMO E BALÃO INTRA-AÓTICO EM PACIENTES COM CHOQUE CARDIOGÊNICO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE EM REDE.

CARDOSO, Ana Victoria Gonçalves¹; SCREMIN, Giovanna Macanhã²; BERNARDELLI, Rafaella Stradiotto³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O choque cardiogênico é a principal causa de mortalidade hospitalar associada ao infarto agudo do miocárdio, acometendo de 5% a 10% desses pacientes, com mortalidade em 30 dias entre 40% e 50% mesmo sob revascularização precoce. Os dispositivos de suporte circulatório mecânico temporário, balão intra-aórtico (BIA), bombas de fluxo microaxial percutâneo (Impella) e oxigenação por membrana extracorpórea venoarterial (VA-ECMO), são amplamente empregados, porém a literatura disponível frequentemente mistura populações com e sem supradesnivelamento do segmento ST, o que compromete a comparabilidade entre as estratégias e obscurece o perfil de segurança de cada dispositivo. OBJETIVOS: Comparar a segurança do dispositivo de bomba de fluxo microaxial percutânea transvalvar (Impella), do ECMO e do balão intra-aótico (BIA) quanto à ocorrência de sangramento e injúria renal aguda em pacientes em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supra do segmento ST (IAMCSST) complicado com choque cardiogênico, por meio de uma revisão sistemático com metanálise em rede. MATERIAIS E MÉTODO: Revisão sistemática com meta-análise em rede conduzida conforme o PRISMA-NMA e registrada no PROSPERO (CRD420261454901). Foram elegíveis ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais que compararam diretamente ao menos duas intervenções (BIA, Impella, VA-ECMO ou cuidado padrão), com exclusão de coortes que misturavam populações com e sem supradesnivelamento. A triagem foi realizada de forma independente por dois revisores no software Rayyan. O risco de viés foi avaliado pelas ferramentas RoB 2 e ROBINS-I, e a certeza da evidência pelo framework CINeMA em seus seis domínios. As análises, sob modelo de efeitos aleatórios, foram conduzidas no pacote netmeta do software R, com medidas de efeito expressas em razão de risco (RR) e intervalo de confiança de 95% (IC 95%), tendo o cuidado padrão como referência. RESULTADOS: Foram incluídos 16 estudos (3 ensaios randomizados e 13 observacionais), totalizando 103.322 pacientes, com a amostra fortemente concentrada em dois registros administrativos. Para sangramento, nenhuma estratégia reduziu o risco frente ao cuidado padrão, e o Impella associou-se ao maior risco (RR 2,95; IC 95% 2,58–3,37). Para injúria renal aguda, o BIA (RR 1,25; IC 95% 1,10–1,43) e o Impella (RR 1,53; IC 95% 1,34–1,74) aumentaram significativamente o risco, enquanto a VA-ECMO não diferiu do cuidado padrão (RR 1,02; IC 95% 0,86–1,20). Os ensaios randomizados apresentaram baixo risco de viés; nenhum estudo observacional atingiu risco global baixo, predominando o confundimento por indicação. Pela avaliação CINeMA, a certeza da evidência foi muito baixa na totalidade das comparações renais e na quase totalidade das hemorrágicas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A evidência disponível não permite hierarquizar os dispositivos quanto à segurança. A posição favorável do cuidado padrão e da VA-ECMO é explicada por confundimento por indicação, risco competitivo com morte precoce e composição seletiva do nó de ECMO, e não por efeito protetor. O achado mais consistente foi o excesso de eventos hemorrágicos associado ao Impella, que deve ser ponderado frente ao benefício de mortalidade demonstrado em ensaio clínico randomizado.

PALAVRAS-CHAVE: Choque cardiogênico; Infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST; Oxigenação por membrana extracorpórea; Balão intra-aórtico; Impella.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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