SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFESSORAS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
INTRODUÇÃO: A atuação profissional do professor é marcada por constantes exigências burocráticas, sobrecarga de trabalho, ambiente estressante e baixa remuneração fatores que afetam negativamente sua saúde física e psicológica. Na educação especial, essas pressões são amplificadas pelas especificidades dos alunos e pelas cobranças do processo inclusivo, tornando essa categoria docente um grupo de elevado risco para o adoecimento mental e exaustão emocional. OBJETIVOS: O estudo objetivou analisar a incidência da síndrome de burnout em professoras da educação especial de Curitiba, além de proceder a revisão da literatura sobre estratégias de prevenção e intervenção. MATERIAIS E MÉTODO: A metodologia adotou um delineamento misto e exploratório no estudo de campo, aplicação de questionário sociodemográfico e escala Maslach Burnout Inventory (MBI), nesse estudo participaram 10 professoras da educação especial com idade média de 41,2 anos, tempo de trabalho médio de 13,8 anos, também foi realizada uma revisão de escopo sobre as características das intervenções realizadas com professores da educação especial para a síndrome de burnout, orientada pelo protocolo PRISMA-ScR nas bases PubMed, Web of Science e Periódicos CAPES. RESULTADOS: O nível de incidência da síndrome de burnout na amostra de estudo foi considerado baixo. Em relação a revisão, a busca bibliográfica resultou em uma amostra final de seis artigos, cujos achados evidenciaram que estratégias baseadas em análise do comportamento, terapia de aceitação e compromisso, mindfulness, estabelecimento de metas e comunidades profissionais de aprendizagem aumentaram a autoeficácia e reduziram significativamente os níveis da síndrome de burnout. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A amostra demonstrou resultados divergentes aos encontrados na literatura, que revelou níveis baixos de burnout para as professoras de educação especial deste estudo, uma das hipóteses é que as pessoas estivessem sob o efeito da desejabilidade social. Em relação às intervenções conclui-se que o manejo eficaz do estresse ocupacional na educação especial exige a integração entre suporte coletivo, capacitação técnica e adequações no ambiente de trabalho, ultrapassando a responsabilização individual do professor.
PALAVRAS-CHAVE: Burnout; Professores; Educação Especial.
Votação encerrada.