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ALIMENTO COMO FORMA DE RESISTÊNCIA DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS

BRASILEIRO, Izadora de Souza ¹; KANNO, Paula Harumi³
Colégio do(a) Estudante: Colégio Sesi da Indústria Centro
Supervisor(a):
Curso do(a) Orientador(a): PPGD – Escola de Direito – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Este trabalho investiga o alimento como uma forma de resistência cultural, territorial e socioambiental entre povos e comunidades tradicionais. A pesquisa parte da compreensão de que produzir, coletar, pescar, caçar, preparar e compartilhar alimentos não constitui apenas uma atividade relacionada à sobrevivência, mas também envolve conhecimentos, relações comunitárias, identidade, memória e formas próprias de ocupação do território. OBJETIVOS: O objetivo foi analisar de que maneira as práticas alimentares tradicionais contribuem para a manutenção dos modos de vida e para a resistência diante de processos de mercantilização da terra e de desvalorização dos conhecimentos tradicionais. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica e documental, com leitura e fichamento de textos relacionados aos direitos dos povos e comunidades tradicionais, ao território, à natureza e à alimentação, com destaque para as contribuições de Carlos Frederico Marés de Souza Filho. RESULTADOS: A análise mostrou que a permanência das práticas tradicionais de produção e obtenção de alimentos está ligada à permanência dos próprios territórios e dos conhecimentos transmitidos entre gerações. A pesquisa também permitiu compreender que a transformação da terra em mercadoria pode ameaçar essas práticas, pois reduz o território a um recurso econômico e desconsidera sua dimensão cultural e coletiva. Dessa forma, o alimento pode ser entendido como parte de uma estratégia de resistência e de afirmação da autonomia dos povos e comunidades tradicionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que valorizar os modos tradicionais de produzir e obter alimentos significa reconhecer conhecimentos, culturas, territórios e formas de relação com a natureza que não podem ser compreendidos apenas pela lógica econômica. O estudo reforça, portanto, a importância da proteção dos territórios tradicionais e do reconhecimento de seus saberes e práticas alimentares.

PALAVRAS-CHAVE: Povos tradicionais; Comunidades tradicionais; Alimentação; Território; Resistência cultural.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC Jr.

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