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EPIDEMIOLOGIA DO USO DE PSICOFÁRMACOS POR ESTUDANTES DA ESCOLA DE MEDICINA E CIÊNCIAS DA VIDA DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA DO SUL DO BRASIL

BOSCOLI, Giovana de Souza¹; SILVA, Sergio Eduardo Fontoura da³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Farmácia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O sofrimento psíquico entre estudantes universitários, especialmente daqueles inseridos em cursos da área da saúde, constitui uma importante questão de saúde pública em razão das elevadas exigências acadêmicas, emocionais e sociais presentes durante a formação. Nesse contexto, observa-se crescimento progressivo do uso dos psicofármacos entre universitários, reforçando a necessidade de compreender o perfil desse consumo e sua relação com as principais psicopatologias. OBJETIVOS: O presente estudo teve como objetivo analisar o uso de psicofármacos entre estudantes dos cursos da Escola de Medicina e Ciências da Vida de uma universidade privada do Sul do Brasil, bem como identificar as psicopatologias mais frequentes nessa população. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 86342425.9.0000.0020) sob o parecer nº 7.945.787. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário eletrônico adaptado da National Survey on Drug Use and Health (NSDUH), disponibilizado na plataforma Microsoft Forms®, contemplando informações sociodemográficas, uso de psicofármacos, prescrição médica e diagnósticos psiquiátricos autorreferidos. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e analisados por meio do softwate BioEstat 5.3, considerando a disponibilidade de respostas para cada variável investigada. RESULTADOS: Observou-se prevalência de uso de psicofármacos de 54,55% entre os participantes, sem associação estatisticamente significativa entre o uso desses medicamentos e o curso de graduação (p = 0,5357) ou a faixa etária (p = 0,0728). Entre os participantes com diagnóstico clínico, os Transtornos de Ansiedade corresponderam a 38,06% dos diagnósticos autorreferidos, seguidos pelos Transtornos Depressivos (28,39%), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (18,06%), Transtorno Afetivo Bipolar I e II (10,32%) e Transtorno do Espectro Autista (5,16%). Também não foi identificada associação estatisticamente significativa entre o sexo e a distribuição das psicopatologias (p = 0,9693). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o estudo atingiu seus objetivos ao caracterizar o perfil do uso de psicofármacos e das principais psicopatologias entre estudantes da área da saúde. Os achados reforçam a relevância do sofrimento psíquico no contexto universitário e evidenciam a necessidade de fortalecimento de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental, à prevenção do adoecimento psíquico e à ampliação do acesso ao acompanhamento psicológico e psiquiátrico dos estudantes.

PALAVRAS-CHAVE: Psicotrópicos; Estudantes; Transtornos Mentais.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa Fundação Araucária no programa PIBIC.

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