EFICIÊNCIA DA APLICAÇÃO DE FUNGICIDA NA CULTURA DA SOJA COM DIFERENTES VAZÕES
INTRODUÇÃO: A soja (Glycine max) está entre as culturas mais produzidas no Brasil, ocupando posição de destaque na produção mundial de grãos. Entre os fatores que limitam o avanço produtivo da cultura, destaca-se o uso inadequado das tecnologias de aplicação de fitossanitários, principal ferramenta de controle de pragas e doenças fúngicas. A eficiência da aplicação de fungicidas depende de fatores como a seleção da ponta de pulverização, o volume de calda utilizado e a regulagem do equipamento, de modo que aplicações inadequadas, mesmo com produtos de eficiência comprovada, podem resultar em baixo controle de doenças e queda de produtividade. OBJETIVOS: O trabalho teve como objetivo geral avaliar a produtividade e os componentes de produção da cultura da soja submetida a diferentes volumes de aplicação de fungicida, definindo especificamente os componentes de produtividade, a produção obtida e a vazão de calda com maior eficácia. MATERIAIS E MÉTODO: O experimento foi conduzido a campo no município de Maripá, PR, em Latossolo Vermelho distroférrico, sob clima subtropical do tipo Cfa, com a cultivar de soja NEO 580, semeada em outubro de 2025 e colhida em fevereiro de 2026. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com cinco tratamentos, correspondentes a volumes de calda de 40, 80, 120, 160 e 200 L ha-1, e quatro repetições, totalizando 20 parcelas de 21 m² cada. Foram avaliados o número de vagens por planta com um, dois, três e quatro grãos, o número de grãos por vagem, a massa de mil grãos e a produtividade final, corrigida para 13% de umidade, sendo os dados submetidos à análise de variância e de regressão pelo programa estatístico SISVAR. RESULTADOS: Não houve diferença significativa entre os volumes de calda para o número de vagens com um, dois, três e quatro grãos, para o número de grãos por vagem, que se manteve constante em 2,7, e para a massa de mil grãos, com média de 136 g. Já o número de vagens por planta e a produtividade apresentaram resposta quadrática significativa à vazão, com valores máximos observados na faixa próxima a 120 L ha-1, atingindo aproximadamente 33,3 vagens por planta e produtividade de 3.597,5 kg ha-1, havendo redução tanto nas vazões mais baixas quanto nas mais altas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a vazão de aplicação de fungicida não interferiu no número de grãos por vagem nem na massa de mil grãos, porém influenciou significativamente o número de vagens por planta e a produtividade da soja, existindo uma faixa ideal de aplicação entre 100 e 120 L ha-1. Vazões abaixo desse intervalo resultam em cobertura insuficiente do dossel, sobretudo no terço inferior das plantas, enquanto vazões acima do intervalo não trazem ganhos adicionais de produtividade, elevam os custos operacionais e podem comprometer a eficiência da aplicação em razão da diluição excessiva do produto.
PALAVRAS-CHAVE: Glycine max L.; Tecnologia de aplicação; Fungicidas; Componentes de rendimento.
Votação encerrada.