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A RELAÇÃO ENTRE O TIPO DE SERVIÇO UTILIZADO NO PRÉ-NATAL E A PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DO ATENDIMENTO A
MULHERES NO PARANÁ

ANDRUSZEWICZ, Ana Clara de Oliveira¹; FRAGA, Fernanda Schier de³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A assistência pré-natal é fundamental para a promoção da saúde materno-infantil, contribuindo para a identificação precoce de fatores de risco, prevenção de agravos e redução da morbimortalidade materna e neonatal. Apesar da ampliação da cobertura do pré-natal no Brasil, diferenças na qualidade da assistência entre os serviços de saúde podem influenciar a experiência das gestantes e a satisfação com o cuidado recebido. OBJETIVOS: Analisar a relação entre o tipo de serviço utilizado durante o acompanhamento pré-natal (Sistema Único de Saúde e serviços privados) e a percepção da qualidade da assistência recebida por mulheres que realizaram sua última gestação entre os anos de 2020 e 2025 no município de Curitiba, Paraná. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo observacional, transversal e de abordagem quantitativa. Os dados foram coletados por meio de questionário eletrônico estruturado, disponibilizado na plataforma Google Forms®, aplicado a mulheres com idade igual ou superior a 18 anos que realizaram acompanhamento pré-natal em Curitiba entre os anos de 2020 e 2025. Foram obtidas 102 respostas válidas. As participantes foram divididas em dois grupos: usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo atendimento exclusivo ou misto (SUS e serviço privado), e mulheres que realizaram todo o pré-natal exclusivamente em serviços privados. As variáveis analisadas incluíram início do pré-natal, número de consultas, facilidade de agendamento, tempo de espera, disponibilidade de exames, acolhimento, comunicação, respeito às necessidades da gestante, conforto, privacidade, satisfação com o atendimento e sugestões de melhorias. RESULTADOS: Observou-se elevada cobertura do pré-natal, com 97,1% das participantes iniciando o acompanhamento até a 12ª semana gestacional e 95,0% realizando seis ou mais consultas, sem diferenças significativas entre os grupos. Entretanto, mulheres que utilizaram o SUS apresentaram percepção significativamente menos favorável em diversos indicadores de qualidade da assistência, incluindo facilidade de agendamento, tempo de espera para atendimento, disponibilidade de exames, conforto e privacidade durante as consultas, atenção e respeito da equipe, comunicação sobre riscos gestacionais, acolhimento, percepção de escuta e avaliação global do atendimento. Além disso, usuárias do SUS relataram com maior frequência a necessidade de melhorias na assistência, destacando ampliação da oferta de exames de ultrassonografia, redução do tempo de espera, maior empatia por parte dos profissionais e fortalecimento da participação da gestante nas decisões relacionadas ao cuidado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora a cobertura do pré-natal tenha sido elevada entre as participantes, os resultados evidenciam diferenças na percepção da qualidade da assistência de acordo com o tipo de serviço utilizado. Os achados reforçam a importância de avaliar o pré-natal para além de indicadores quantitativos, incorporando a experiência das usuárias como componente essencial da qualidade do cuidado. Espera-se que este estudo contribua para o fortalecimento de estratégias voltadas à qualificação da assistência pré-natal, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde, promovendo maior humanização, equidade e satisfação das gestantes com o atendimento recebido.

PALAVRAS-CHAVE: Pré-natal; Qualidade da assistência à saúde; Sistema Único de Saúde; Saúde materna; Satisfação do paciente.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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