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ANÁLISE QUALITATIVA DA MOBILIDADE DE GÊNERO EM COMUNIDADES URBANAS E FAVELAS: O CASO DA COMUNIDADE “FAVORITA” EM ARAUCÁRIA

AGUIRRA, Giulia Haisi¹; ARAUJO, Agnes Silva de³
Curso do(a) Estudante: Arquitetura e Urbanismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Arquitetura e Urbanismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A mobilidade urbana constitui um elemento fundamental para garantir o acesso da população ao trabalho, à educação, aos serviços e aos espaços da cidade. Entretanto, homens e mulheres vivenciam os deslocamentos de maneiras distintas, uma vez que fatores sociais, econômicos e culturais influenciam diretamente seus padrões de mobilidade. Em comunidades periféricas, essas desigualdades tornam-se ainda mais evidentes devido às limitações de infraestrutura, às condições socioeconômicas e à percepção de insegurança, que interferem na autonomia e no direito à cidade das mulheres. OBJETIVOS: Analisar a mobilidade das mulheres residentes na comunidade “Favorita”, em Araucária (PR), buscando compreender de que maneira os papéis sociais de gênero, a percepção de medo, as condições socioeconômicas e as responsabilidades de cuidado influenciam seus deslocamentos cotidianos. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica sobre mobilidade urbana e gênero, aplicação de questionários para caracterização do perfil socioeconômico e dos hábitos de deslocamento das participantes, monitoramento dos trajetos por meio de um aplicativo de rastreamento e análise dos dados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (QGIS). Em virtude da identificação de inconsistências entre alguns registros do aplicativo e os deslocamentos efetivamente realizados, foi realizada uma etapa complementar de validação por meio de questionários individuais. Posteriormente, os dados foram organizados em gráficos, tabelas e mapas temáticos, possibilitando a identificação de padrões de mobilidade e a análise da relação entre as características das participantes e seus deslocamentos cotidianos RESULTADOS: Os resultados evidenciaram que a mobilidade das mulheres é influenciada por múltiplos fatores sociais, econômicos e territoriais. Verificou-se que todas as participantes apresentaram rotinas de deslocamento fragmentadas, ainda que em diferentes intensidades, sendo esse padrão intensificado por fatores como as responsabilidades de cuidado, a disponibilidade de veículo próprio, a posse de carteira de habilitação e a percepção de insegurança. Observou-se, ainda, que a sensação de insegurança influencia diretamente a escolha dos modos de transporte, dos horários e dos trajetos percorridos, enquanto as condições socioeconômicas interferem no nível de autonomia das participantes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a mobilidade das mulheres não depende exclusivamente da infraestrutura urbana disponível, mas também das desigualdades sociais e de gênero presentes no cotidiano. A pesquisa contribui para ampliar a compreensão da mobilidade feminina em comunidades periféricas, fornecendo subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de planejamento urbano mais inclusivas, seguras e sensíveis às necessidades das mulheres.

PALAVRAS-CHAVE: Mobilidade urbana; Mobilidade de gênero; Favelas e comunidades urbanas; Araucária.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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