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O CORPO NAS TEOLOGIAS CONTEXTUAIS

ADRIANO, Evelyn Thais Costa¹; QUINTAS, Michel Eriton³
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): PPGT – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O corpo constitui o modo primário de inserção do ser humano no mundo, ultrapassando sua dimensão biológica para se tornar lugar de inscrição de experiências subjetivas, sociais, simbólicas e espirituais. Historicamente, porém, a tradição teológica ocidental, marcada por uma herança dualista que separa corpo e espírito, atribuiu maior valor à dimensão espiritual em detrimento da corporal, tratando o corpo como obstáculo à espiritualidade ou como lugar de pecado, sobretudo quando associado à sexualidade, ao gênero e à raça. As teologias contextuais surgem como resposta crítica a essa abstração, ao afirmarem que toda reflexão teológica nasce de contextos históricos concretos e deve responder às experiências reais das pessoas, recolocando o corpo como espaço legítimo de produção de sentido religioso. OBJETIVOS: Este trabalho tem como objetivo geral explorar o lugar de inserção do corpo nas teologias contextuais e suas interseções com o campo psicológico, tendo como objetivos específicos identificar a importância do corpo para a teologia, situar a discussão sobre as teologias contextuais, explorar o lugar do corpo nas teologias da libertação, negra, ecofeminista e queer, e discutir a corporeidade a partir do campo psicológico. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa foi de natureza qualitativa, utilizando o método de revisão bibliográfica narrativa, a partir do estudo e da análise crítica de literatura publicada em livros, artigos e capítulos de obras coletivas voltados à teologia contextual, à teologia negra e negra feminista, à teologia ecofeminista, à teologia queer latino-americana e à psicologia da religião. RESULTADOS: Verificou-se que as diferentes vertentes da teologia contextual convergem na afirmação do corpo como locus theologicus, ainda que a partir de marcadores de opressão distintos: a classe e a raça, no caso das teologias da libertação e negra; a interseção entre raça e gênero, no caso da teologia negra feminista; o gênero e a relação com a natureza, no caso da teologia ecofeminista; e a sexualidade e a identidade de gênero, no caso da teologia queer, cuja discussão foi articulada também com aproximações ao campo da saúde e do cuidado psicológico. Aqui, as contribuições da psicologia fenomenológica e analítica mostraram-se centrais para compreender o corpo como condição encarnada, situada e simbólica da experiência religiosa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o corpo constitui espaço legítimo e irrenunciável de reflexão teológica, sendo necessário articular as diferentes perspectivas contextuais de modo interseccional para evitar a universalização de experiências corporais historicamente marcadas por opressões específicas, reafirmando-se a relevância do diálogo interdisciplinar entre teologia e psicologia.

PALAVRAS-CHAVE: Corporeidade; Teologia contextual; Teologia ecofeminista; Teologia queer; Psicologia da religião.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Colaborador
  3. Orientador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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